5.12.09

Estava em sonho

O roupão abre-se pra mim
Ai eu vi tudo: a doce maçã.
Essa mesma maçã que traiu Adão.
Peguei na fruta, essa toda ouriçada.
A fruta ficou inchada, bem madura.
Apalpei e apertei a fruta.
Essa se abriu e soltou uma meleca em mim.
Eu dormia (acho que estava em sonho.)

Natureza particular

O mar, a onda, o siri
eu queria ter
mas é por demais grande a natureza
mas eu queria ter uma natureza particular
somente minha
e que coubesse na ponta da minha caneta.
no pomar ia nascer um pé de tomate apenas
para alimentar os passarinhos.
Se não fosse pedir demais um céu azul, um rio e uma casinha de sapê
que essa seria minha natureza particular
ou até aonde a esfera da minha caneta pudesse alcançar.

A chuva cai

A chuva cai
a terra fica molhada
um espelho d’água
a refletir imagens.

Oh! Água da chuva!
água sagrada...
lava a tristeza,
lava a dor,
lava todos os males

Tudo tem seu fim

Da janela
Vejo o tempo fluindo
No mais completo silêncio.

O tempo fluindo sem dó.
Os ânimos diminuindo.
Os fardos aos poucos pesando.
E tudo chegando ao fim.

Apenas um homem

Peguei o ônibus
Esse estava lotado
Eu não estava só
Estava cansado
Estava suado
Estava exausto
Estava apertado
Estava magoado
Estava chateado
Sem graça
Sem fé
Sem paz
Sem rumo
Sem gosto
Sem vida
Sem luz
Sem amor
Sem esperança
Sem certeza
Sem amigo
Sem memória
Não era ninguém
Era apenas um homem
Angustiado
Endividado
Desacreditado
Desempregado
Sem casa
Sem família
E desorientado
Com fome e sede
E sem nada entender
Acho que não sou ninguém
Estou aflito é porque penso
que sou mais um animal
A compartilhar com as moscas as refeições.

Tem quem queira?!

Jornais amontoados
caixas de papelão
quadros empilhado
simplória mudança
revistas, livros, gibis e etc.
Sapatos fora do lugar
Um caos! Bugigangas
vidas desgastadas
cotidiano, rotina, confusão
coca-cola, cola derramadas pelo chão
apetrechos metálicos enferrujados
restos de computadores
uma faca velha sem cabo
panelas sem alça
birôs em desalinho
livros do sebo
cacarecos... Tem quem queira?!
fotos em preto e branco
que do passado várias
saudade! De Quê?
papel, papiro, couro, bolsa, chinelo, chapéu, boné,
pasta, escova
cadernos, papelão
pra que pensar nisso, saudade... Há muito acontecidos
pastas, almofadas, telas, pinturas, cavaletes
tintas colorida e descolorida.
dicionários... Pra quê?
canetas várias... Pra escrever o quê?
peça de gesso, uma caixa no canto
uma caixinha com botões, agulhas, pedaços
de pano. Entulho?!
saudade! De Quê?
de fato, acho que não precisa de nada mais
por tudo isso ficou apenas pra trás.

Amor

Perdoa-me
Se não fui
Quem você tanto
Sonhou.
Simplesmente sou
assim mesmo, um chato.
perdão agora talvez não valha.
O que precisamos, chama-se amor.
Se em vão trabalhamos para
construir a felicidade e se
debalde vivemos uma ilusão
Perdão, por ter deixado escapar
a chance de lhe dizer
o quanto fostes
importante para meu coração.

30.11.09

F l o r

Por GILSON PONTES

Ao ouvir a voz de Albert ficava-se
em orgasmo.
Mas é pelo tato
que a fonte do amor se abre.
Apalpar desabrocha o talo
O tato é mais que o ver
é mais que o ouvir
é mais que o cheirar
é no beijo que o amor se edifica
é no calor da boca
que a carne pega fogo
e as entranhas se abrem docemente
para a flor receber seu talo.

Mendigo

Por GILSON PONTES

Um homem se sentia noite
E por dentro um trapo social
Por fora, se sentia um casaco rasgado
No lixo, catava o sujo
E do lixo tentou se fazer luxo
E sujo tentou sair da angústia
Alquebrado, pobre e minguante
E saiu do lixo sujo do lixo
Porque queria amanhecer.

4.7.09

FÉRIAS ...


Por: GILSON PONTES
. Resolvi então sair do casulo e ir à praia. Nesse mesmo domingo o sol estava quente em demasia. Vi o nascente azulado. Nuvem. Senti a brisa. Vi o Mar. Verde-amarelado. Vi Prédio. Lixo. Polícia. Muralha. Assalto. Automóvel. Calçada. Fiz Caminhada. Vi Ônibus. Banco vazio da praça. Tênis. Boné. Mendigo. Cachorro. Coleira. Pássaros, Gaiola. Gato. Rato. Barraca. Barraqueiro. Coco. Água de coco. Vi pessoas jogando num campo. Rua larga. Rua estreita. Bola. Futebol. Gol. Pescador. Anzol. Isca. Peixe. Vi bares lotados. Cerveja. Camarão, Cigarro, Fumaça. Livraria. Livros. Bilheteria. Fila. Aperitivo. Copo. Tira-gosto. Discos de Vinil. Meninos jogando bola de gude. Terra molhada. Mulher na janela. Flor vermelha. Pneu furado. Uma batida de carro. Um bêbado. Trepadeira no muro. Mesa vazia. Cadeira. Casal. Crianças. Ouvi Riso. Gargalhada. Vi Árvores. Frutos. Semente. Carroça, carroceiro. Babá. Vi gente alegre. Triste. Correndo. Caminhando. Vi gente viva. Morta. Terra. Pó. Poeira. Sonho. Sono. Cinza.
Enfim findou o mês juninoe chega as férias dar espaço ao lazer, a folga, ao descanso. Praia cheia, ondas, futebol, pipas no céu azulado de anil e muito sol estampado nos corpos bronzeados. É tempo de viajar, fazer algo novo, e não fazer nada. Viajar é um meio que leva o ser humano a se renovar interiormente. De muitas que fiz, foram muito importantes pra mim.
Na viagem, é possível haver muitas oportunidades de aprendizagem, como conhecer pessoas de outras cidades ou estado e mesmo assim aumentar o círculo de amizade.
Há pessoas que viajam como turista, com o intuito de conhecer outras regiões e pessoas. Outras viajam na intenção de renovar-se interiormente e de aprender algo novo.
A viagem proporciona a quem viaja um bem-estar, um voltar a si, é um adquirir culturas novas.
Viajar, pois, leva a pessoa a fazer uma reflexão relativa a conceitos, rever posicionamentos pessoais e também retomar valores que achava de absoluta importância.
Nos viajares de férias se pode dormir tarde e acordar cedo. É tempo de turismo, vendedor ambulante, caranguejo, peixe assado, água de coco, feiras, palhaços, algodão doce e bugigangas. Férias é ver o siri, a onda, é sentir a brisa no rosto suado. A onda, o siri, o vento. É assim o ciclo da vida. Bebida alcoólica, muito cuidado, porque se for dirigir ou tomar banho de mar não beba, tudo é muito perigoso. Pois é, que inveja me dá da garotada bronzeada, nos primeiros raios de sol da manhã. Uns jogam futebol, outros soltam pipas, outros pegam ondas, outros se banham e nadam à vontade. São as férias escolares. Enquanto, o poeta, o escritor um operário das letras não para e vai escrevendo formando seu castelo de palavras de tudo que o provoca no dia a dia.
É tempo de muito sol, aproveitar o momento. Como diziam os arcadistas: - Carpe diem - Aproveitar o dia, viver o momento presente com grande intensidade, foi uma atitude inteiramente assumida por esses poetas. E matinalmente a moçada vai à praia para ver o sol nascer. Mas como é bom andar descalço na areia e ter o contato com a água, a espuma e ouvir o vento, o barulho das ondas quebrando nas pedras. Como é bom o primeiro mergulho na água azulada. Férias, é andar a cavalo, a pé, de bicicleta. É pular, dar cambalhota e fazer amizades. É andar por aí aproveitando o máximo do tempo. Assim a juventude estudiosa vai à praia todas as manhãs dos dias úteis. Eu trabalhando com oficinas e colônias de férias. Mas digo sem maldade, que a juvenília folgazã aproveitem bem sem exceder nos estertores das férias julianas, mesmo porque você têm todo tempo do mundo pra gastar, enquanto eu vou aprendendo a gastar menos com certa parcimônia.
Ademais engraçado e ao mesmo tempo assaz e porventura estranho o poeta observar que os rapazolas e mocinhas uns passam pelos outros e raramente se olham, se falam e se tocam. Parecem robotizados, um paredão intransponível. Acho que o flerte foi abolido e de vez eles andam absorto do instante mágico do encanto e do encontro. Julho um mês de encontro e desencontro. São pensamentos que inda guardo em uma estreita réstia do passado. Mas quem vive de saudades não vive muito bem porque essa maltrata muito. Eu, mais um enfiado nesse presente, feito uma espátula enferrujada que não colore mais a vida que segue. Mas quando dezembro chegar estarei de férias até chegar janeiro para começar tudo de novo porque a vida continua.

5.5.09

A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA

Por GILSON PONTES

Vivemos em um mundo pragmático, isto é, voltado para as coisas práticas da vida, interessado na aplicação imediata dos conhecimentos. Nesse sentido a filosofia não encontra muitos adeptos e, ao contrário, é frequentemente repudiada como sendo uma teoria inútil e, consequentemente, perda de tempo.
Entretanto, a filosofia é necessária. Por meio da reflexão é possível que se tenha mais de uma dimensão, ou seja, aquela que é dado pelo agir imediato no qual o homem prático se encontra mergulhado. É a filosofia que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam, levantando, consequentemente, o problema dos valores. É a filosofia que reúne o pensamento fragmentado da ciência e o reconstrói na sua unidade.
A filosofia impede a estagnação e sempre se confronta com o poder, não devendo sua investigação estar alheia à ética e à política. Nesse sentido tem a função de desvelar a ideologia, ou seja, as formas pelas quais é mantida a dominação. Aliás, atentando para a etimologia do vocábulo grego corresponde à verdade (alétheia, a-leteúein, “desnudar”), vemos que a verdade põe a nu aquilo que estava escondido; aí reside a vocação do filósofo: o desvelamento do que está encoberto pelo costume, pelo convencional, pelo poder.
Por isso a atitude de filosofar exige coragem. A filosofia não é um exercício puramente intelectual. Descobrir a verdade é ter a coragem de enfrentar as formas estagnadas do poder que tentam manter o status quo, é aceitar o desafio da mudança.

25.4.09

M ã e

Por: GILSON PONTES

MÃE é como disse o poeta,
desdobrar fibra por fibra o coração
MÃE é dedicar-se, é doar-se
ao filho, quer seja ingrato ou não.

MÃE palavra de apenas uma sílaba
uma palavra doce, suave, incomparável.
MÃE – indica a qualidade de um ser
de um ser em tudo por tudo inigualável.

MÃE é uma fonte de alegria
é um jardim florido
MÃE é sinônimo de bondade
MÃES de todo mundo merecem respeito e compreensão
MÃE significa a vida.

Amigo, se ainda tens tua MÃE viva,
agradece a DEUS esta ventura:
ama-a, venera-a, respeita-a,
seja ela jovem, já madura ou bem idosa,
quer seja ela sadia ou doente,
procura não causar-lhe amargura.

Mas se tua MÃE já se foi desta vida,
assim como a minha, para a Eternidade,
não esqueçamos o que fez por nós
na sua sublime missão da maternidade,
tenhamo-la sempre viva em nossa mente,
viva na lembrança, viva na saudade.

TRANSFORMAÇÕES


Por GILSON PONTES

Ah! Não sei como explicar, mas hoje está difícil produzir textos, me falta imaginação, assunto, vontade, enfim sou um estelionatário da palavra quando escrevo algo que penso que não é meu. Hoje, estou muito preso ao computador e vejo que a tecnologia está cada vez mais afastando a caneta do papel. A caneta aos poucos está sendo substituída pelo computador. Mas eu acho que a falta de leitura afasta mais os jovens a leitura dos bons livros, dos “Clássicos”. Quem ler aprende mais e é fundamental para a boa produção da escrita, por isso é importante fomentar a primeira prática aos jovens, para que surga a espontaneidade. Estamos rodeados por uma série de atividades e saberes que estabelecem o novo, o moderno, o modelos globalmente aceitos.
Hoje não se ver mais os encontros nos bares, nas bodegas, mas no supermercado à lan-house superlotados. Sou um sujeito meio chato e meio sem graça por achar ou não achar a vida engraçada, mas desengonçada e sem encantamento, mas muitas vezes deixo meu carro em casa por medo dos assaltos, mas nem mesmo assim me foge o medo. Ando de ônibus, carro, moto-táxi, bicicleta ou a pé. Há muitas coisas que me vêem no momento de escrever esse assunto tão fragmentado, tão arcaico, que com a tecnologia vivemos no mesmo espaço e ao mesmo tempo. As “lans-houses” pontificam incluindo, digitalmente, os que compram mp3 e os carregam com o forró que nos poupam de ouvir, o que não acontece com o “som de carro”.
Muitas coisas aos poucos se fizeram obsoletas devido à tecnologia consumista. No campo dos engenhos de comunicação essa disputa ocorreu no que diz respeito, por exemplo, às invenções do telégrafo elétrico, do telefone, do telégrafo sem fio, do rádio... E, antes de todos, da tipografia. Seis inventores estiveram às voltas com experimentações tipográficas, porém, coube ao alemão Johann Gutemberg a paternidade final. Nascido provavelmente na Alemanha, em Mainz, por volta do ano de 1400, teve de se exilar por questões políticas, transferindo-se para Estrasburgo, aonde viria a se interessar pela gravação de xilogravuras sacras. Em 1436, ligou-se a João Riffe, formando uma empresa à qual, posteriormente, vieram a associar-se André Dritzsehen e André Heilmann.
A sociedade durou pouco, mas pesquisas apontam que todos estiveram envolvidos com a montagem de uma prensa aperfeiçoada, condição necessária para a impressão tipográfica. A técnica de reprodução fotográfica data de 1825, momento em que surge a primeira fotografia, e seu inventor foi Louis Jacques Mandé Daguerre, o inventor do daguerreótipo, nasce em 18 de Novembro de 1787, em Cormeilles, nos arrabaldes de Paris. Hoje, o que mais percebo são mais e mais as pessoas ficarem mais distantes das leituras em livros, distantes das cartas. “Cartas de amor” – As pessoas não estão nem aí para a leitura, em ocupar-se nesta atividade. Acham antiquada ver letras enfileiradas em palavras, frases, em colunas, capítulos ou em volumes. Ninguém quer perder tempo lendo um livro, lendo um jornal. Hoje só pensa em imagens e quanto maior, melhor, imagens digitais, telas de TV, que mais plana melhor e também computadores cada vez mais sofisticados em formato LCD. Mas também existem aqueles de imagens pequenas como os Ipode, mp4, mp5 e etc. É um sopão de imagens e muito distante das letrinhas – Onde vamos parar com tanta tecnologia? Demonstra aqui cousas saudosista.
Sou às vezes arcaico, retrógrado, avançado demais, por manifestar dotes anti-sociais. Sou um pouco anacrônico, antigo e mais apegado ao crepúsculo do século XX que do despontar do século XXI. Quem iria buscar na tela o passado perdido, o baú de ossos, os cem anos de solidão. Entender na tela Ana Karenina, Madame Bavary, Dorian Gray e seu retrato? Acho um paradoxo, um paradigma: no telão pode dar a luz, mas é o papel que dá a vida. Tudo começou no papel, papiro, pergaminho, pasta de fibra vegetal, pisado, prensado, suporta do sonho, passagem para viagens, etc. Ainda, papel acetinado, argentado, pautado, reciclado, sensibilizado. Papel da China, papel da Holanda, avergoado, feito à mão entre tulipas e canais. Papel da Índia, o da química de sulfito, sulfato, óxido de titânio, papel arroz, papel glacê, papel crepom, papel couchê, papel manteiga, de palha, de linho, papel de seda, papel almaço, papel ofício, heliográfico e também o papel-borrão. A função do papel ainda é muito importante na nossa vida, pois na palavra de quem lê, não há outro papel a desempenhar.
A vida é mesmo um poço sem fundo de contradições. Mas, trazemos traumas da mais longínqua infância ou os pecados juvenis da adolescência gravados a ferro e a fogo em nossa implacável memória e no sofrido coração da gente. Muitas coisas aconteceram e sucessivamente, não sei onde vai parar com criações, de grande valor para a humanidade, mas para aqueles que não acompanham ficam obsoletos e perdidos no tempo e espaço. Veja as grandes invenções que datam de 1760-1780 – Máquina a vapor, Navio a vapor, Madeira – principal fonte de energia (Criaram as condições para a Revolução Industrial); 1820-1840 – Estrada de Ferro, Energia Elétrica; Carvão – principal fonte de energia. (Criação de condições para as populações se deslocarem e transmitir mensagens mais rápidas); 1870-1900 Automóveis; Telefones, Energia Elétrica (Corrente Contínua e Alternada); Petróleo – principal fonte de energia; Comunicações e Transportes mais rápidos); 1930-1950 Transistor, Computadores Digitais, Televisão, Energia Atômica, Radar, Motores a jato – (Grande evolução na velocidade dos transportes, comunicações e novas formas de energia); 1968 Bips; 1969 DDD (Discagem direta à distância); 1971 FAX; 1983 Fibras Óticas e Vídeo Cassete; 1985 Chips; 1988 Agendas Eletrônicas; 1989 Antenas Parabólicas; 1991 Telefones Celulares no Brasil; 1995 Popularizações da Internet; 1996 Câmaras Fotográficas Digital; 1998 Telefones Celulares Mundial.

22.4.09

ACRÓSTICO



Por GILSON PONTES

Mãe onde está você?
Aqui desse lado não está mais e tudo é frágil sem você. A noite é fria e sem estrelas, e seus filhos sentem sua falta. Que maneira mais dolorosa viver sem você. É ser a onda sem o caranguejo e sem o barco a balançar. É ser triste. É ser o beija-flor sem a flor... É ser um sonhador sem o sonho, vivendo uma intensa solidão.

Gostaríamos que estivesse aqui neste seu dia: “Dia das Mães”! Em que parte do céu está? Agora, nesse momento vário não hei de ti tocar.
Nós os filhos sentimos muito sua falta, seu olhar... Seu carinho, seu amor, seu afago, seu abraço, sua bênção.
Oh! Mãe onde está você?
Lá no céu, no mar, nas estrelas ou num lugar bem iluminado?
Imagino-a pela casa; que falta enorme faz ao nosso coração...
Por que esse espaço, esse vazio sem fim? Você partiu...! E agora, para vê-la é somente num sonho... Impera um grande silêncio, invadindo a todos nós, filhos... E agora, como hão de ser essa data?
A dor, a partida, a perda, só agora conhecemos, essa saudade que não se finda.

15.4.09

A RAPOSA E AS UVAS



Por: GILSON PONTES

Adaptação da Fábula de Esopo
Junto a raposa vinha outros animais caminhando por uma estrada.
A raposa olhou para um lado e outros animais os seguiram com o olhar e viram uma parreira cheia de suculentas uvas já prontinha para serem devoradas.
A raposa pensou: essas já estão no papo!
Olhou novamente e disse em voz alta: bonitas! Mas todas estragadas. Os outros animais continuaram a caminhar e ela também. Já bem distante a raposa disse aos outros animais: pena que eram estragadas. A raposa matreira como é, foge e volta até as parreiras. Lá, ela se aproveita o máximo. Come tanto que fica empachada.
A mentira tem olhos muito pequenos e vive sempre naquele que tem maldade; vive enquanto permanece na escuridão, pois quando vem à luz, ela morre imediatamente, porque se torna conhecida.
Aqui a raposa mentiu e se deu muito mal.

Quem sou eu

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Gilson Pontes
Gilson de Albuquerque Pontes é Professor de Português - é natural de Frecheirinha-Ce. Mora há mais de 20 anos em Fortaleza-Ce. Atualmente é Secretário Geral da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará. É formado em Filosofia, História e Letras - pela Universidade Estadual do Ceará - UECE - Cursa BELAS ARTES na Universidade de Fortaleza - UNIFOR - Participou de seis COLETÂNEA - Já ganhou vários concursos literário. É artista plástico. Também já ganhou prêmio nessa área. Tem verbete na Enciclopédia Brasileira. Está participando com duas crônica na VI COLETÂNEA DA ALMECE, entitulado "TECENDO FIOS". É Artista Plástico e já ganhou vários prêmios nacionalmente.
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Olá, caros leitores das minhas croniquetas...Às vezes me pergunto por que escrevo? Escrita, para que te quero? Mas, escevo porque há atos sociais e pessoais que só têm significado na permanência do escrito. Escrevo sim para passar a outrem o que sinto e vejo. Escrevo para marcar uma pequena lembrança nesse mundo tão desmundo. Deem comentários. Estou esperando... Um grande abraço a todos que me leem e me aceitam. Deixe seu recado, obrigado. Gilson Pontes