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18.12.11

PROTETOR

Aos meus arcanjos
Rafael, Miguel e Gabriel
Que para o azul do céu
Elevo o pensamento.
Se anjo ou arcanjo,
mensageiro ou guardião.
És o meu protetor
E fiel escudeiro
O meu anjo salvador.

NATAL!

Que os anjos desçam
E abençoem a Terra
trazendo a toda humanidade
Neste Natal
Paz e Luz.

QUE É ISSO?

Minha casa tem jardim
Brancas flores perfumadas,
Trepadeiras rosas em elevação
Flores, folhas murchas pelo chão
Que ao ver suaviza o coração.

OBSCURO

Fim de tarde.
Um silêncio dominante,
vácuo que se sente
num estado de espírito
que é pura agonia.
Num jogo imprevisível
da roleta das emoções mais profundas,
quando um sentimento domina
tiranicamente os nossos pensamentos,
muito cosmograficamente
obscuro.
Metaforizado.
Sombrio,
do sol desse fim de tarde.
Num espaço perdido de solidão
é o meu passar despercebido
fatigado de coisas inexistentes.
Por fim: é a miopia morta do todo vivo.

ASTRO

É noite.
No céu lua cheia
paira

Desponta majestosa
Cosmograficamente Satélite.
Cheia de charme.
Grande e alaranjada.

Astro dos enamorados
Sobe ao céu rapidamente,
para mostrar-se por inteiro.

Que linda!!! Provoca sussurro
com segredos às vezes de melancolia.
Dizem ser o astro dos loucos
e dos mais atentos.

Que linda!!! Tão-somente
Satélite.

21.9.11

SOMOS TODOS IGUAIS

Por Gilson Pontes

Ando tão à flor da pele
que qualquer beijo de novela
me faz sonhar acordado com ninfas,
como diz no mote de Zeca Baleiro.

Ando tão à flor da pele
que o mais leve soprar de tênue brisa
me parece o tocar de mão de minha mãe
no meu rosto.

De súbito me vêm ódios mortais, mágoas abissais,
fúrias tenebrosas, porque ando tão à flor da pele.
O meu cérebro sensivelmente parece
uma tela de cinema,
um contínuo movimento de imagens, sons, cores, desesperos,
amores e paixões.

Ando tão à flor da pele
que meus parcos sentidos
multiplico por setenta vezes sete
porque ando tão à flor da pele.
Agora e hoje, desse dia que aos poucos vai
me consumindo numa espécie de combustão

Porque hoje ando tão à flor da pele
que pareço um navio à deriva
em tormentoso mar,
mas ando tão à flor da pele
que não tem como fugir nem fingir
porque somos todos iguais.

18.9.11

TUDO É POESIA

Por GILSON PONTES


Faço poesia quando a vida menos espera
Faço poesia quando penso que vou dormir
Quando estou sem sono.
Nas noites escuras ou estreladas
Quando é preciso indignar-me
Quando estou diante de uma paisagem
Ou de uma lua cheia no horizonte
Diante das flores, dos campos, enfim
Do cântico dos pássaros na matinal
Diante de um caminho, de uma trilha.
Faço poesia da tristeza ou da dor
Com a expectativa do que morreu
Do encontro e desencontro
Das notícias de nosso tempo
Por fim, faço poesia de tudo que a vida me cerca.

CONVULSÕES

Gilson Pontes
Representante de Frecheirinha – Cadeira 46


Quero convulsões de palavras tortas
De palavras malditas e benditas
E sacudir os sentimentos submersos.
Quero dividir segredos com outros.
Quero ouvir do fundo do silêncio o grito
Que possa acordar as almas doloridas.
Quero ouvir o vento nas cumeeiras
Levando ao chão as folhas secas
Quero escrever pensamentos já mórbidos e fugazes.
Quero as convulsões das metáforas
Esmaecidas pelo tempo
Que resplandeça num sonho que não quis sonhar.

POEMA

Por GILSON PONTES

Esta palavra é tinteiro
Onde pouso minha caneta;
Do bico sai a tinta
Que a escrita fica preta.

Esta palavra é uma caneta
Que se gasta quando se escreve;
E logo, logo esmaece.
E logo vai para o acervo.

A palavra é tinta,
Apenas cor que espalha
Na cor dos dias vindouros
Assim da cor de palha.

Esta palavra é palavra,
Bem distante do seu tema,
Outra surge; agora são duas,
Terminam junto o poema.

18.2.11

Acróstico ao poeta Mário Gomes


Meu abraço, minha saudade...
Amigos onde posso encontrá-lo?
Rosto sofrido, coração fechado
Inspiração divina que lhe foidada
Onde está Mário?

Guardas um mistério nesse teu viver alquebrado
Os sonhos ainda não acabaram...
Mesmo vivendo em desencanto teus
Em águas naufragaaram os teus sonhos?
Sai dessa amargura e mostra tua existência.

Cena urbana


Um bêbado,
numa rua erma
e uma mulher
andam pela rua,
são catadores
em busca dos restos
é a sobrevivência desses
na grande cidade.

Não há crianças
O parque está vazio
há momens brincando de revólveres...
Onde está a paz?!

7.2.11

Quase um poema



Queria escrever um poema
um único mísero poema,
sem fala
onde o mar coubesse na sala.
Um poema que estivesse na boca das pessoas
conforme
disforme
sem nome.

24.12.10

Sem assunto

Vida
hoje tanta incerteza
tantos caminhos
tantas pessoas
a quem ouvir?
pessoas insensíveis
todos; nós perdemos o referencial
pra onde vamos?
aonde vamos chegar?
não contemplamos mais o sol
a lua, o orvalho, a chuva
a lua cheia
nem sequer usamos mais
uma batitinha no ombro
um sentar na calçada
nem perder tempo com o outro
ouvindo estórias
e rimos tão pouco
apesar de sermos o único animal que rir
todos somos filósofos, mas não somos burros
há uma maioria vivendo miseravelmente
outros em mordomia - "os políticos"
até onde vai a impunidade?
A única coisa para mudar
é conhecer a si e melhorar
o mundo.

29.10.10

Uma sensação de medo

Uma sensação de medo
Foi se um tempo, era eu, soldado do exército. O maior terror era o comandante da melhor companhia do quartel. Esse era o terror dos soldados. Um pseudo nome: Borges. Um homem de meia-idade. Tinha ombros largos e braços curtos, uma cara séria e sempre sem sorriso. Um muro ambulante, que punha todos num paredão. Era um sujeito desconfiado, sisudo. Primeira vistoria matinal era ver cinto, barba, coturno, enfim o tamanho de cabelos dos soldados. Usava uma grande prancheta, onde fazia com prazer as devidas anotações. Se algum soldado fugisse à regra, no mesmo instante pagava quarenta apoios de frente. Se algum soldado apresentasse cabelos grandes ou barba, no mínimo ia ficar o final de semana no quartel. Se tivesse muitas faltas as ordens unidas ou faltasse algum botão na farda ou bota mal engraxada, mandava prender o subordinado. Ele não aceitava justificativa, era uma pessoa de pouco diálogo. E sempre usava no bolso um rolo de algodão, que imediatamente passava no rosto dos soldados um a um e se ficasse resto de algodão, o soldado era obrigado a se retirar e fazer uma raspagem imediatamente num tempo de cinco minutos.
Já passado dez anos, estava eu, na companhia de amigos e familiares num aniversário, quando repentinamente sinto uma vaga sensação de medo. Era uma situação embaraçosa. Olho para um dos lados e vejo o terrível capitão Borges. Era o mesmo homem de ombros largos, de cara séria, já cabelos escassos e grisalhos. Tranquilo bebia sozinho o seu uísque. Pouco tempo depois resolvi ir embora, para nunca mais lembrar-me dessa cena.

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Quem sou eu

Minha foto
Gilson de Albuquerque Pontes é Professor de Português - é natural de Frecheirinha-Ce. Mora há mais de 20 anos em Fortaleza-Ce. Atualmente é Secretário Geral da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará. É formado em Filosofia, História e Letras - pela Universidade Estadual do Ceará - UECE - Cursa BELAS ARTES na Universidade de Fortaleza - UNIFOR - Participou de seis COLETÂNEA - Já ganhou vários concursos literário. É artista plástico. Também já ganhou prêmio nessa área. Tem verbete na Enciclopédia Brasileira. Está participando com duas crônica na VI COLETÂNEA DA ALMECE, entitulado "TECENDO FIOS" e em 2009 VII Coletânea da ALMECE "Di(versos)". É Artista Plástico e já ganhou vários prêmios nacionalmente.

Seja bem vindo!



Olá, caros leitores das minhas croniquetas...Às vezes me pergunto por que escrevo? Escrita, para que te quero? Mas, escevo porque há atos sociais e pessoais que só têm significado na permanência do escrito. Escrevo sim para passar a outrem o que sinto e vejo. Escrevo para marcar uma pequena lembrança nesse mundo tão desmundo. Deem comentários. Estou esperando... Um grande abraço a todos que me leem e me aceitam. Deixe seu recado, obrigado. Gilson Pontes