Seguidores

14.3.07

DOMINGO DE MADRUGADA

Por Gilson Pontes

Enfim, março chegou sem muito estardalhaço e me devolve não tão lépido nem por demais fagueiro à crônica de jornal. Mas como estamos no Brasil e parece que tudo só começa realmente depois do carnaval. Escrevo mesmo deitado sob uma luz esmaecida do quarto, e já é domingo e chove desde a madrugada, quando me despertei. Preguiçosamente sinto esse estar no mundo despido de compromissos urgentes. Nem sempre, mas aos domingos sou acometido de um sentimentalismo de seresteiro, mas só me dá vontade de estar só. Não sei por que, mas quando chove me bate uma melancolia terrível, inexplicável. Lentamente a madrugada se faz, acontece feito filha pródiga da escuridão, que me dá a impressão de estar a um passo do suicídio. E gosto de escrever o que me vem na telha e de costume só me resta escrever e tentar diminuir a insuperável distância entre eu e outro e que me compreenda, os que me lêem. Domingo, já quase manhazinha chuva torrencial molha toda a Fortaleza, Terra de Alencar e de Nossa Senhora da Assunção, em que até Deus entra em clima de feriado. E então o cronista ao despertar com a chuva aos poucos de palavras em palavras vai verticalmente amontoando algumas literárias besteiras. Pra mim às vezes vejo os domingos inodoros, incolores, insípidos. Caro leitor, como o tempo está se indo tão rapidamente e já estamos em março, mal o ano começou já se passaram finalmente dois meses. Entanto, houvesse por nós passando num piscar de olhos. Logo, logo chega os BR-O-BROS e se vai o ano. E todo haverá vivido um pouquinho mais. Mas o tempo não pára e não perdoa e leva tudo consigo. E quando eu tiver saído/para fora do teu círculo/. Tempo/tempo/tempo/tempo/Não sei nem terá sido/Tempo/tempo/tempo – Caetano Veloso – Oração do Tempo. Digo, oh, tempo! Demasiadamente fugaz que nem percebemos a existencial jornada certeira levando-nos a qualquer dia ou hora, eis-nos de frente ao grande mistério que tentamos inutilmente fugir – a morte. Pois o inadiável nos espera, solerte e voraz. Penso o mundo ser um imenso palco e nós os personagens que por vezes, insubstituível.

11.03.2007

E-mail gilsonpontes@hotmail.com

12 comentários:

Gilson Pontes disse...

Espero que gostem. Deixem seus comentários registrados aqui, caso desejem. Critiquem, congratulem, concordem ou não, o espaço é de vocês. Desculpe-me, mas escrevo coisas do dia-a-dia. Façam suas análises e pensem como quiserem, pois gosto de encarar a vida de frente... Tô esperando...

Para maiores informações, dúvidas, ou mais crônicas, entrem em contato.
e-mail gilsonpontes@hotmail.com
Orkut gilsonpontes
msn gilsonpontes@hotmail.com

Gilson Pontes disse...

Se escrevo e ninguém se manifesta, acho meio sem graça. Escrever pra quê? Gostaria de fazer uma crítica ferrenha, mas bico calado é melhor. Mas se não lêem o que me importa, pelo menos digo coisas reais que acontece com qualquer pessoa. Só os insensíveis é que não percebe nada... é por aí...

Aline disse...

Seus textos são provocantes. Tenho lido sempre que posso. Não tenho comentado. Mas continue.

Airton Soares disse...

Caro confrade Gilson

Você é um escritor de conversa miúda... machadiana. Vai conversando...conversando, como quem não quer nada e quando menos se espera, você está lá com o "tecido" prontinho esperando o leitor para "vesti-lo" de cultura e ensinamentos diversos, através de mensagens comportamentais e filosóficas.

Acontece que a nossa clientela é coisa rara. E quando nos visita dificilmente tece comentários. É cultural.

Grande abraço e continue nos brindando com a sua boa literatura.

Ah, sim, linquei seu blog no "Li por Aì (meu blog)

Anônimo disse...

Comentar! comentar o que, posto que,isso e voce, que nos permite comviver, viver participar da vida com voce como colega, amigo, viver nesse pequeno grande universo, onde a maioria dos colegas, pela a inquietude quase sempre comum, peculiar entre nos,que nascemos quando algo morre, onosso sentimento se espraia sobre a tela imaculada ou sobre a folha branca ou ainda sobre a pedra bruta e la gravamos os nossos sentimento,poetas,artistas,filosofos, nascem e morrem todos os dias por isso sao imortais.

Gilson Pontes disse...

Caros leitores e confrades e tb colunista do REBATE, eu tenho mais que agradecer por palavra elogiosas sobre meus textos. Um grande abraço no conterrâneo e companheiro de luta, AIRTON SOARES e outros que se fizeram presente. Obrigado...

Elisabete Sampaio Magalhães disse...

Realmente, tens um dom peculiar de escrever coisas do dia as dia com sua pitada de sentimento.Li e reli o texto e me maravilhei com os arranjos poéticos.A arte está no artista no cotidiano de ser humano.Parabéns amigo e continue assim.

Gilson Pontes disse...

elisabete sampaio, olá! Gosto de gente assim que diz e faz. Ontem, 28/03/2007 na confraternização na Academia de Letras, informalmente pedi para que desse uma olhada nos meus textos e se possível fizesse um comentário. Isso me deixou muito gratificado, logo partindo de vc que tem muita cultura e conhecimento com as artes e literatura. Obrigado de coração, até... ~~

Anônimo disse...

Olá, GILSON PONTES! gosto da forma como vc se expressa. Estou de acordo com o AIRTON SOARES... Vá em frente...

Gilson Pontes disse...

Agradeço a todos aqueles que participaram como, AIRTON SOARES, ALINE,ANÔNIMO E ELISABETE SAMPAIO
Obrigado e espero mais de vcs.

Anônimo disse...

Aqui é um ex-aluno seu... Gostei quando vc expressa:
Escrevo mesmo deitado sob uma luz esmaecida do quarto, e já é domingo e chove desde a madrugada, quando me despertei. Preguiçosamente sinto esse estar no mundo despido de compromissos urgentes... Vc escreve de forma lírica, poeticamente falando... Gostei muito e espero outros desse porte. Sucesso!

freefun0616 disse...

酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店經紀,
酒店打工經紀,
制服酒店工作,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
酒店經紀,

,

Matérias diversas

Quem sou eu

Minha foto
Gilson de Albuquerque Pontes é Professor de Português - é natural de Frecheirinha-Ce. Mora há mais de 20 anos em Fortaleza-Ce. Atualmente é Secretário Geral da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará. É formado em Filosofia, História e Letras - pela Universidade Estadual do Ceará - UECE - Cursa BELAS ARTES na Universidade de Fortaleza - UNIFOR - Participou de seis COLETÂNEA - Já ganhou vários concursos literário. É artista plástico. Também já ganhou prêmio nessa área. Tem verbete na Enciclopédia Brasileira. Está participando com duas crônica na VI COLETÂNEA DA ALMECE, entitulado "TECENDO FIOS" e em 2009 VII Coletânea da ALMECE "Di(versos)". É Artista Plástico e já ganhou vários prêmios nacionalmente.

Seja bem vindo!



Olá, caros leitores das minhas croniquetas...Às vezes me pergunto por que escrevo? Escrita, para que te quero? Mas, escevo porque há atos sociais e pessoais que só têm significado na permanência do escrito. Escrevo sim para passar a outrem o que sinto e vejo. Escrevo para marcar uma pequena lembrança nesse mundo tão desmundo. Deem comentários. Estou esperando... Um grande abraço a todos que me leem e me aceitam. Deixe seu recado, obrigado. Gilson Pontes