Por GILSON PONTES
Cronista do Rebate
O que não me é de costume sentar em praça pública, pois muito exposto ao perigo. Pois, algumas vezes já fui assaltado por
estar à vontade. “E gato escaldado tem medo de água fria”. Mas fiquei por algum tempo, o suficiente para descrever em linhas breves o que tanto me machuca o peito, dessa história que tanto se comenta na mídia – caso – ISABELLA – A notícia está tão repetida que quem o assiste ver um emaranhado de palavras sem definição. Pergunto: homicídio ou fraude processual? O Brasil sente pena da pequena criança, que brutalmente tiraram-lhe a vida! Isabella! Já transcorrido trinta dias e nada da real realidade.
Eu, diante da praça em que me encontro passam transeuntes e percebe que tem gente diferente por ali. Alguns passam e me olham indiferentes. Fico contemplando o verde, as pessoas que passam, enfim mendigos, catadores de lixo e assim a vida não pára. Há casais de namorados que se abraçam fortemente como se fosse o último. Eu apenas um curioso a registrar, gestos, imagens deslocadas, diagonais e transversais.
Diante da igrejinha Imaculada Conceição, o relógio precisamente marcava treze horas. Esta toda cercada de grades de ferro, porque fora roubada várias vezes por meliantes inescrupulosos.
A praça é aconchegante, mas perigosa para um mortal cronista que de palavras em palavras vai costurando este texto, que não perdendo sequer nenhuma mudança daquele lugar. Esta pracinha fica no bairro Henrique Jorge, Fortaleza.
Voltando ao assunto Isabella, acho comovente! Não vou aqui contar as mesmas histórias mentirosas que não suportamos mais ouvir. Em cada programa de TV. É brincar com o ser humano. Deixem esse pequeno corpo descansar
ntando. Pois bem, a violência, a insegurança, os latrocínios, os crimes hediondos como foi este de Isabella, tem enriquecido as páginas policiais dos periódicos do nosso país. Geralmente ressurge o tema “pena de morte” uns querem como ferramenta de intimidação para reduzir a criminalidade. A pauta do dia, apoiados nos princípios de Talião – “olho por olho, dente por dente”.
Aqueloutros põem-se contrários ou a favor da “pena de morte” .
Acho que a “pena de morte” já existe em nosso meio, desde tempos remotos.
Acho que para um crime bárbaro como este, o homem já não é tão singular. Basta lembrar que existem muitos animais irracionais que arrisca
m a própria vida, mesmo que instintivamente para salvar um da sua espécie. Isabella foi um ato de grande barbárie, onde o ser humano que o praticou perdeu o senso de humanidade, de cristão. Ah! Que absurdo! Matar sua própria filha! Que ato cruel! Até quando estão às soltas! Seres humanos praticando barbárie e indo contra os princípios da vida. Este fato é comovente demais, achava que violência desta natureza só poderia acontecer nas histórias de monstros que ouvimos contar quando crianças.
Penso... Será que os seres dotados de razão estão sofrendo uma mutação e se transformando em monstros?
Isabella, que pena! Muita vida pela frente, que ria e que brinca
va e já tinha até projetos. Era uma criança feliz... Acho que sim... Acredito que existem muitos casos semelhantes acontecendo... Isabella, agora, a estrela mais bela do céu. Esta que se juntou as outras para iluminar as noites.
Até que ponto chega um ser humano uma mula-sem-cabeça ou mula-sem-coração que matou Isabella, uma criança de apenas cinco aninhos. Perdoem-me, mas dá pra chorar e muito...
O pior é que muitos monstros como estes estão por aí, à solta! Esta monstruosidade se deu em vinte e nove de março de 2008 e em vinte e nove de abril já completado um mês de morte, ainda não se tem os verdadeiros culpados. As histórias deste pai e madrasta, a polícia considera dissimulada, mentirosas.
Pai e madrasta perdem para as madrastas da Branca de Neve e de Cinderela. Parece história de Troncoso ou história sem fim.
Agora tudo consumado... Quem vai pagar por tudo isto?!
Nosso Código Penal precisa de uma revisão. Precisamos voltar a confiar na justiça para melhorar a nossa auto-estima para deixar que uma criança de cinco anos durma em paz.
e-mail gilsonpontes@hotmail.com

6 comentários:
Caros leitores, que comovente... Estou aguardando seu depoimento. Pois será muito importante a sua participação. Obrigado. Gilson Pontes
Estou te aplaudindo de pé, meu amigo!
:)
Olá! Como de praxe, sou obrigada a destilar o meu peculiar (mau) humor por aki.. rs. Como já havia dito em um blog de um outro amigo virtual (que escreveu um relato emocionado sobre o caso Isabella): brasileiro tem memória curta - mesmo se tratando de um crime tão animalesco e insólito. É uma chatice falar isso aki, mas, cá entre nós, poucas coisas são tão chatas como a verdade, né?
Mas, opiniões extremistas a parte, concordo contigo: "será que os seres dotados de razão estão sofrendo uma mutação e se transformando em monstros?". Pior é que estão... e nós mesmos, embora sem esta proporção gigantesca, estamos perto do consentimento das barbáries, todos os dias...
A razão nos é indevida. Qto mais racionalidade e mais progresso, mais insólitos e bestiais ficam os nossos espisódios lamentáveis. É como se toda a nossa ética racionalidade ditasse - com as melhores intenções - as brancas diretrizes, e nossos corpos relutassem em acompanhá-las... incrível... eu não entendo o que se passa. Vivo boquiaberta.
Abraço!
Quero aqui, te agradecer Mel pela grande motivação que tem me dado. Obrigado!
Você Sylvia, tem sido muito gentil e verdadeira ao fazer comentários. Obrigado de coração. Um grande abraço, amiga.
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